Governança Corporativa

 

Porque adotar o Sistema de Gov. Corporativa III

   
 
     
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POR QUE ADOTAR UM SISTEMA DE GOVERNANÇA CORPORATIVA?

Hoje as empresas brasileiras estão interessadas em crescer com o investimento de terceiros, pois não podem recorrer ao seu escasso capital próprio e não podem pagar os altos juros e taxas bancárias. Frente a essa situação do sistema de financiamento no país, acabam desistindo de arriscar e inviabilizam o seu crescimento.

O Crescimento Sustentado

Inúmeras empresas de investimento de risco se instalaram no Brasil com objetivos de aproveitar oportunidades de investimento com altas taxas de retorno em face da inexistência de linhas de crédito a taxas internacionais no sistema financeiro brasileiro.

A inexistência de poupança nacional no país forçou o empresariado a recorrer à poupança externa de fundos de investimento de capital de risco que nos parece ser o caminho do crescimento sustentado.

As Garantias

Os investimentos de empresas de Private Equity são de longo prazo, isto é, o retorno do investimento é calculado para acontecer no mínimo depois de decorridos cinco anos para o retorno do principal mais o valor agregado e não existem juros e nem pagamento parcial do principal do valor investido pois, o que garante as operações financeiras são as quotas/ações da empresa beneficiada. Hoje as garantias de empréstimos bancários são excessivamente maiores do que o principal tomado, e quase sempre recaem sobre garantias reais, isto é sobre imóveis e propriedades físicas o que acabam novamente inviabilizados o financiamento das empresas e seu crescimento.

As Pressões

As empresas de Venture Capital, embora tenham o capital suficiente para o investimento no Brasil, não se dispõe a dar os empréstimos de risco se a empresas tomadoras não tiverem no mínimo um sistema de gestão transparente de Governança Corporativa.

As entidades nacionais como a BOVESPA, CVM, CADE e o BNDES bem como as instituições internacionais tais como NYSE, NASDAC, Banco Mundial e OCDE e outros órgãos onde se poderá encontrar capital com menor custo, estão exigindo das empresas que abrem o seu capital para listar em Bolsa, que as suas ações estejam listadas na BOVESPA MAIS ou no nível 1 ou 2 de Governança, bem como qualquer lançamento no exterior através de IPO’s (Initial Public Offering) e /ou ADR’s (American Depositary Receipt) respectivamente, exigem a adoção do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, para a listagem no Novo Mercado.

Os governos e empresas estatais estão também, por sua vez, dando preferência a empresas que disponham de sistema de Governança instalados e operando dentro dos princípios internacionais para as suas concorrências públicas de compras e serviços.

Atração do Capital

Cada vez mais países, na disputa por capitais, estão abrindo suas fronteiras para captação de investimento estrangeiro, buscando parceiros institucionais e/ou pessoas físico para o Venture Capital, bem como abrindo suas empresas e incentivando os controles externos das Bolsas de Valores e as instituições reguladoras tais como a SEC – Security Exchange Commission e entidades regulamentadoras como a CVM – Comissão de Valores Mobiliários.

Desempenho

As empresas, inclusive as Ltda’s de capital fechado, estão aumentando o seu desempenho operacional pela adoção das melhores práticas de Governança Corporativa e de controles de gestão mais adequados para dar a necessária transparência ao mercado A melhoria do desempenho da empresa é conseqüência natural da instalação das melhores práticas.

Acesso a Capitais

Os princípios de Governança Corporativa são “conditio sine qua non” para atração dos investidores em Bolsa, uma vez que os controles externos das Bolsas e Agências Reguladoras de mercado exigem a instalação de Conselho de Administração e balanços auditados por empresas independentes.

As mesmas exigências são feitas por instituições financeiras nacionais ou internacionais para ter acesso ao crédito com menores taxas de juros e “spread” de risco.

Transparência

Empresas modernas mesmo que não necessitem de capital para financiar suas operações, estão recorrendo aos princípios do sistema de Governança Corporativa para dar maior transparência de seus atos aos “stakeholders,” ou seja, os clientes, fornecedores, funcionários, comunidade e aos sócios proprietários quotistas e/ou acionistas, pois todos interessados e, as partes relacionadas serão tratadas com equidade.

Vantagem Competitiva

As empresas que adotam o sistema de Governança Corporativa têm uma vantagem a maior do que outras, além de serem mais valorizadas no mercado de Fusões e Aquisições, ou as suas ações melhor cotadas em Bolsa de Valores, pelo simples fato de serem uma aplicação mais segura para investidores. Muitos empresários adotam o sistema para estabelecer um diferencial em relação à concorrência, no mercado de capitais.

A Empresa Madura

Sócios proprietários fundadores, hoje já com idade suficiente para se afastar do dia a dia empresarial, adotam o sistema de Governança Corporativa com o objetivo de profissionalizar a gestão executiva sem perder o controle da empresa permanecendo no Conselho de Administração da mesma.

Conclusão

Os benefícios do sistema de Governança Corporativa superam as dificuldades de implantação e o trabalho de manutenção do sistema, pois alcança seus objetivos e permite a sobrevivência em um mercado competitivo global.

 
 

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