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POR QUE ADOTAR UM SISTEMA DE GOVERNANÇA
CORPORATIVA?
Hoje as empresas brasileiras estão
interessadas em crescer com o investimento de terceiros, pois não podem
recorrer ao seu escasso capital próprio e não podem pagar os altos juros
e taxas bancárias. Frente a essa situação do sistema de financiamento no
país, acabam desistindo de arriscar e inviabilizam o seu crescimento.
O Crescimento Sustentado
Inúmeras empresas de investimento de risco
se instalaram no Brasil com objetivos de aproveitar oportunidades de
investimento com altas taxas de retorno em face da inexistência de
linhas de crédito a taxas internacionais no sistema financeiro
brasileiro.
A inexistência de poupança nacional no país
forçou o empresariado a recorrer à poupança externa de fundos de
investimento de capital de risco que nos parece ser o caminho do
crescimento sustentado.
As Garantias
Os investimentos de empresas de Private
Equity são de longo prazo, isto é, o retorno do investimento é calculado
para acontecer no mínimo depois de decorridos cinco anos para o retorno
do principal mais o valor agregado e não existem juros e nem pagamento
parcial do principal do valor investido pois, o que garante as operações
financeiras são as quotas/ações da empresa beneficiada. Hoje as
garantias de empréstimos bancários são excessivamente maiores do que o
principal tomado, e quase sempre recaem sobre garantias reais, isto é
sobre imóveis e propriedades físicas o que acabam novamente
inviabilizados o financiamento das empresas e seu crescimento.
As Pressões
As empresas de Venture Capital, embora
tenham o capital suficiente para o investimento no Brasil, não se dispõe
a dar os empréstimos de risco se a empresas tomadoras não tiverem no
mínimo um sistema de gestão transparente de Governança Corporativa.
As entidades nacionais como a BOVESPA, CVM,
CADE e o BNDES bem como as instituições internacionais tais como NYSE,
NASDAC, Banco Mundial e OCDE e outros órgãos onde se poderá encontrar
capital com menor custo, estão exigindo das empresas que abrem o seu
capital para listar em Bolsa, que as suas ações estejam listadas na
BOVESPA MAIS ou no nível 1 ou 2 de Governança, bem como qualquer
lançamento no exterior através de IPO’s (Initial Public Offering) e /ou
ADR’s (American Depositary Receipt) respectivamente, exigem a adoção do
Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, para a listagem
no Novo Mercado.
Os governos e empresas estatais estão
também, por sua vez, dando preferência a empresas que disponham de
sistema de Governança instalados e operando dentro dos princípios
internacionais para as suas concorrências públicas de compras e
serviços.
Atração do Capital
Cada vez mais países, na disputa por
capitais, estão abrindo suas fronteiras para captação de investimento
estrangeiro, buscando parceiros institucionais e/ou pessoas físico para
o Venture Capital, bem como abrindo suas empresas e incentivando os
controles externos das Bolsas de Valores e as instituições reguladoras
tais como a SEC – Security Exchange Commission e entidades
regulamentadoras como a CVM – Comissão de Valores Mobiliários.
Desempenho
As empresas, inclusive as Ltda’s de capital
fechado, estão aumentando o seu desempenho operacional pela adoção das
melhores práticas de Governança Corporativa e de controles de gestão
mais adequados para dar a necessária transparência ao mercado A melhoria
do desempenho da empresa é conseqüência natural da instalação das
melhores práticas.
Acesso a
Capitais
Os princípios de Governança Corporativa são
“conditio sine qua non” para atração dos investidores em Bolsa, uma vez
que os controles externos das Bolsas e Agências Reguladoras de mercado
exigem a instalação de Conselho de Administração e balanços auditados
por empresas independentes.
As mesmas exigências são feitas por
instituições financeiras nacionais ou internacionais para ter acesso ao
crédito com menores taxas de juros e “spread” de risco.
Transparência
Empresas modernas mesmo que não necessitem
de capital para financiar suas operações, estão recorrendo aos
princípios do sistema de Governança Corporativa para dar maior
transparência de seus atos aos “stakeholders,” ou seja, os clientes,
fornecedores, funcionários, comunidade e aos sócios proprietários
quotistas e/ou acionistas, pois todos interessados e, as partes
relacionadas serão tratadas com equidade.
Vantagem
Competitiva
As empresas que adotam o sistema de
Governança Corporativa têm uma vantagem a maior do que outras, além de
serem mais valorizadas no mercado de Fusões e Aquisições, ou as suas
ações melhor cotadas em Bolsa de Valores, pelo simples fato de serem uma
aplicação mais segura para investidores. Muitos empresários adotam o
sistema para estabelecer um diferencial em relação à concorrência, no
mercado de capitais.
A Empresa
Madura
Sócios proprietários fundadores, hoje já com
idade suficiente para se afastar do dia a dia empresarial, adotam o
sistema de Governança Corporativa com o objetivo de profissionalizar a
gestão executiva sem perder o controle da empresa permanecendo no
Conselho de Administração da mesma.
Conclusão
Os benefícios do sistema de Governança
Corporativa superam as dificuldades de implantação e o trabalho de
manutenção do sistema, pois alcança seus objetivos e permite a
sobrevivência em um mercado competitivo global. |